segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Vida Frágil

O que será dessas vidas???
Abandonadas, deixadas ao léu.
Se não são tratadas como vidas,
nos seus enterros não haverá véu.
Tira dai, tira da areia, do sol...
Precisam de comida, precisam de água.
São coisas mínimas, tão básicas,
mas antes de tudo, de mudanças drásticas!
Cadê o amor pelo próximo?
Se não existe nem respeito?
Desse jeito o fim está próximo.
Pois de viver todos temos direito.
Por que ninguém vê??
Se está ai amostra, na nossa cara.
Fecharam os olhos para não enxergar,
tudo o que temos coragem de deixar chagar.
A consciência humana começa no desejo de ter,
e acaba antes da necessidade de fazer.
Fazer mudanças, fazer valer,
a vida de animais e pessoas que está a perecer.
Morrerão assim? Sem assistência, sem socorro?
Tamparam os olhos para o evidente.
Tamparão os ouvidos para o choro.
Choro de dor, choro de tristeza?
Choro pela morte que impõe certeza.
A vida dessas, é esperança, só esperança,
pois a única coisa que podem fazer é esperar.
Quando verão a sua fisionomia ossuda?
Quando tomarão coragem para fazer isso mudar?
Eles querem pouco, muito pouco,
só condições decentes para viver.
Se cruzamos os braços somos loucos,
para assistir de camarote, nosso próximo morrer.

Tatá R. da S.

2 comentários:

Luciana Brito disse...

Oi Tatá!! ^^

Esse post ficou muito bom... assim como os outros, mas o tom crítico e bastante atual chama a atenção.


Parabéns pelo blog, gosto muito de ler suas palavrinhas. =)

Abraço.

Cris de Souza disse...

belezura de protesto !
(tamos aê)
^^