terça-feira, 16 de setembro de 2008


Esperando Socorro

A ventania sempre empurra...

empurra as portas do meu coração.

Fazendo com que elas se fechem

muitas vezes, preservando a escuridão.

Então nada entra mas nada sai.
Prendendo minhas angústias, minhas dores.

Tudo fica triste, meio abafado,

e lá dentro vira um parque dos horrores.

Minhas asas se atrofiam
perco a capacidade de voar...

E minhas pernas enfraquecem,
agora
terei que esperar uma brisa me levar.
Como uma boneca esquecida

ficarei caída, jogada aqui no chão,
esperando a vida, uma saída

uma espera tão em vão.

E o barquinho que carrega meus sonhos

em algum momento irá parar.

Quando o rio da esperança que corre
dentro de mim começar a secar.

E como um grito sufocado,
como a voz que emudece,

a agonia de viver uma paralisia
se torna insuportável e assim
minha vontade de viver desaparece...

Meus olhos suplicam por socorro,
abertos as lágrimas escorrem.
E num segundo que se eterniza

junto comigo,

todas as coisas que eu acredito morrem...


Tatá R. da S.

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