
Esperando Socorro
A ventania sempre empurra...
empurra as portas do meu coração.
Fazendo com que elas se fechem
muitas vezes, preservando a escuridão.
Então nada entra mas nada sai.
Prendendo minhas angústias, minhas dores.
Tudo fica triste, meio abafado,
e lá dentro vira um parque dos horrores.
Minhas asas se atrofiam
perco a capacidade de voar...
E minhas pernas enfraquecem,
agora terei que esperar uma brisa me levar.
Como uma boneca esquecida
ficarei caída, jogada aqui no chão,
esperando a vida, uma saída
uma espera tão em vão.
E o barquinho que carrega meus sonhos
em algum momento irá parar.
Quando o rio da esperança que corre
dentro de mim começar a secar.
E como um grito sufocado,
como a voz que emudece,
a agonia de viver uma paralisia
se torna insuportável e assim
minha vontade de viver desaparece...
Meus olhos suplicam por socorro,
abertos as lágrimas escorrem.
E num segundo que se eterniza
junto comigo,
todas as coisas que eu acredito morrem...
Tatá R. da S.







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