
A cidade e os loucos
A cidade vai tentar
te consumir aos poucos.
Os sobreviventes felizes
são chamados de loucos.
Prefiro ser chamada de louca
eles podem me julgar.
Vou sorrir enquanto
a correria tenta me sugar.
Na minha roupa
a cor não míngua.
Todo o colorido serve
para superar o cinza.
Pois na selva de concreto
tudo é neutro e morto.
E as linhas não tem curva,
nada é meio torto.
Poucas árvores e flores,
nada de rosa ou de verde.
Poucas estrelas e amores
disso todos morrem de sede.
Por isso que eu escrevo,
pulo, danço, canto.
Pode ser durante o enterro,
todo lugar tem seu encanto.
Eu caio na gargalhada
enquanto eles dão chilique.
Os tolos gastam milhões
para ficarem chiques.
E não tenho medo,
sempre falo alto.
No meio daquele debate
ou no meio do asfalto.
Ouço a batida de longe e
meus pés começam a acompanhar.
O segredo é se divertir
mesmo que não saiba dançar.
As coisas boas e simples,
muitos não conseguem ver...
Na verdade louco é quem
respira mas esquece de viver.
Tatá R. da S.







2 comentários:
Opa... agradeço a consideração pela minha caixa preta ^^
Eu estou adorando o teu blog, suas poesias são muito boas...
Mundo louco, máquina rápida que insiste em devorar as pessoas, torná-las mecânicas e superficiais.
Adorei.
Beijo.
belo ritmo, muito bacana !
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