sexta-feira, 26 de agosto de 2011


Aconchego

Esquenta o café,
esquenta a cama.
Seu corpo me chama...
Ele diz que me ama.

Tatá R. da S.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Para que perceba

As vezes me pergunto,
porque sempre não entendo.
Num sopro dos minutos
não te vejo, num susto.

E a solidão chega sorrateira
querendo ocupar seu espaço.
A razão é a primeira
a escancarar seu descompasso.

Ela vem me falando,
questionando, especulando.
E eu já não sou mais criança
não dou mais trela para esperança.

Sabe, não vou mentir
as vezes aparece alguém
querendo me roubar de ti.
Porém meu amor o detém.

Você não tem medo
de me perder por inteiro?
Eu amo tanto o que nós temos,
mas me preocupo se seremos.

Tatá R. da S.

quinta-feira, 21 de julho de 2011


Tradução

Talvez eu esteja crescendo
mas talvez eu só esteja perdida.
Não sei se estou subindo ou descendo,
me sinto turvamente compreendida.

Me pediram para escrever mais,
também me pediram para desenhar.
Parece que esqueci como se faz.
Paralisia... Me ensina a andar?

Aonde foi parar o gosto?
Conversar, criar, ver e ouvir.
Some como as expressões no rosto.
Evitei o contato, não posso mentir.

Não estou interessada em drama
então prefiro me restringir.
É um silêncio natural, pois sem alma
não há razão para produzir.

Tatá R. da S.