quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Não quero

É uma piscina de vácuo.
O vazio se torna denso -
me consome por completo.
Toda fome que não sacio
torna tudo mais intenso.
De medo o dia fica repleto.

Eu nunca soube como perder.
Eu fecho os olhos e digo não,
como uma criança mimada.
A vontade de te reter
na escrita alaga o coração
mas não afoga a dor causada.

Tatá R. da S.

4 comentários:

Rafael Sperling disse...

Não, é uma piscina de açaí!!!

Ulisses José Da Silva disse...

Belissima construção amei teu poema, parabens, beijos !!!

Priscila Rôde disse...

Nada afoga!

Camila disse...

O vazio sempre é cheio de algo.


Saudades, talvez.


BeijOs